Seja bem-vindo - Sábado, 21 de Outubro de 2017 - 13:56

Na foto: Fundador do Santuário Sr. Denis Bourgerie  trazendo a imagem dentro do avião para o Brasil.

A história da imagem Maria Passa na Frente!

Alguns dias antes de partir para a França, Espanha e Portugal, o que habitualmente faço com meus peregrinos, recebi, certa noite, um fax de uma senhora da França dizendo que estava nos oferecendo uma imagem de Nossa Senhora. Pedia-me que eu respondesse rapidamente se aceitava ou não porque ela ia viajar para Lourdes.

Até aquela hora não entendera como ela descobrira o endereço da Associação Beneficente Maria Porta do Céu e nem o porquê dessa doação. Percebi apenas, naquele momento, que algo do céu estava por acontecer, porque, dentro de alguns dias, eu também estaria em Lourdes, dirigindo uma peregrinação. E para o cristão, não há coincidência!

Não vacilei. Aceitei o presente (e que presente!) e ousei pedir-lhe que me enviasse a imagem para Lourdes no hotel onde ficaria hospedado. Os dias se passaram e chegamos àquela extraordinária cidade da Mãe de Deus, Lourdes.

 Mergulhados no clima de cura, emoção e alegria que esse lugar sempre nos proporciona, vivemos momentos extraordinários, sem perceber o tempo passar. Um dia, na véspera de partir, a dona do hotel chamou-me para dizer que uma caixa muito grande me esperava na garagem. Corri para ver e realmente fiquei abismado com o tamanho do presente. Temia que ele não entrasse no bagageiro do ônibus; tiramos todas as malas e “ele” ocupou inteiramente a parte transversal do bagageiro. Fui avisado de que a caixa tinha sido feita por profissionais especializados e, por isso, precisaríamos de ferramentas especiais para abri-la.

Deixamos Lourdes sem saber realmente “quem” estava dentro daquela caixa. O presente viajou dias e dias conosco até que, em Toledo, na Espanha, depois de almoçarmos rapidamente, eu e o motorista corremos para abrir a famosa caixa. Começamos a tirar os parafusos. E o tempo foi passando... De repente, começaram a chegar os peregrinos e cercaram-nos.

Depois de muita luta, conseguimos levantar a tampa de madeira e descobrimos que havia uma outra tampa, de isopor, e um outro tanto de bolas de isopor. Por trás disso tudo havia, finalmente, uma imagem inteiramente embrulhada em plástico. Colocamos a estátua em pé, num clima de grande expectativa, e fomos tirando o plástico que envolvia a cabeça até que apareceu diante de nós a mais bela face que havíamos visto numa imagem, a face de NOSSA SENHORA DA PAZ, que apareceu em Medjugorje. Com seus olhos azuis, Ela nos olhava quase sorrindo. Fomos então tomados de profunda emoção.

E começamos a chorar. Não queríamos fazer mais nada senão permanecer diante dela, exultando de alegria, chorando pela emoção de nos sentirmos tão amados!

Era Ela, a Mãe de Deus, que vinha até nós com Sua habitual doçura, procurando um jeito de entrar em nossas vidas... Estávamos diante da Mãe de Deus que, há 16 anos aparecendo em Medjugorje, revelou-se como Rainha da Paz e nos disse: “Vim aqui como a Rainha da Paz e quero enriquecer-vos com minha paz maternal. Queridos filhos, amo-vos e quero levar todos a essa paz que só Deus pode dar e que enriquece cada coração. Convido-vos a tornardes portadores e testemunhas da minha paz neste mundo sem paz”.

No meio de tão grande emoção, uma pergunta surgiu de repente: “Como Te levar para o Brasil?” E a angústia quis tomar conta de mim quando me lembrei do que Ela mesma nos disse em Medjugorje: “Afastei definitivamente toda a angústia. Quem se abandona a Deus, não tem lugar em seu coração para a angústia. As dificuldades manter-se-ão, mas elas servirão para o crescimento espiritual e renderão glória a Deus”.

Durante toda a peregrinação, Ela não cessou de interceder por nós e dar-nos inúmeras alegrias.

Mas quase todos os dias eu ligava para minha esposa para que ela providenciasse uma autorização especial da Companhia Aérea Portuguesa para Maria entrar no Brasil!

Tínhamos só dois probleminhas: Ela era frágil demais para viajar no bagageiro do avião e grande demais para ficar comigo na poltrona. E o tempo foi passando... e o dia da nossa volta ao Brasil foi chegando. Finalmente achei a solução. Ela viajaria comigo, na minha poltrona. Pensei: “Ela é tão bela que as pessoas, ao vê-la, se emocionarão e abrirão todas as portas.”

Então disse: “Maria, passa na frente!”

“Todos aqui estão rezando para que Tu entres no Brasil! Não nos decepcione!

Passa na frente e abre os caminhos!”

Finalmente chegamos ao aeroporto. No balcão da companhia não faltaram funcionários que se emocionaram com tão bela face. Mas eles perguntavam:

“Para onde vai essa imagem?”

“Comigo, para o Brasil”, respondi.

E então eu ouvi o que temia.

“Impossível, senhor! Ela é grande demais para viajar na cabine com os passageiros.”

Estava iniciada a batalha.

Lembrei-me naquele momento de um de Seus conselhos maternais mais belos: “Quando os outros criarem dificuldades, não vos defendais, em vez disso, rezai”.

E, apertando a imagem contra mim, disse a Ela: “É o teu momento, passa na frente, vem em meu socorro!” Então, de repente, veio-me a ideia de dizer que na classe executiva havia espaço suficiente atrás da última poltrona para deixá-La em pé, sem atrapalhar ninguém. A funcionária chamou o seu superior e, depois de longas negociações, mudaram-me de poltrona para poder acomodar “Maria” atrás de mim. Mas havia uma condição: o chefe da tripulação teria que dar a autorização final. Feliz, voltei para junto dos peregrinos que se alegraram muito com a primeira vitória.

Mas essa alegria foi logo estremecida porque eu fui barrado em seguida pela polícia. O responsável pela polícia na alfândega exigia que Ela passasse pelo RX para detectar se Ela escondia drogas ou armas. E isso era impossível, porque Ela não cabia no aparelho. Naquele momento eu só ouvia meus peregrinos dizerem à polícia: “O senhor acha que Nossa Senhora vai esconder alguma arma?” E todo o aeroporto acompanhava as peripécias de Maria. E Ela me dizia como em Medjugorje: “Não tendes necessidade de ter medo, porque vós sabeis que Jesus nunca vos abandonará e sabeis que Ele vos conduzirá à salvação”.

Então eu disse ao chefe de polícia que a imagem era oca e que isso podia ser visto por uma pequena fresta. Ele exigiu que a deitássemos para investigar. Tiramos, então, nossos casacos e sobre eles colocamos Maria no chão. Finalmente, ele se convenceu de que Ela não era contrabandista e liberou-A.

Chegamos finalmente ao portão de embarque! Ali, outra batalha começou, porque duas aeromoças não queriam deixar-me tomar o ônibus que nos levaria até o avião. Depois de uma longa conversa, tendo duas peregrinas ao meu lado que intercediam sem cessar, cheguei até o ônibus e finalmente até o avião!

Entrei carregando Nossa Senhora. E então o chefe da tripulação caiu em cima de mim sem piedade, como um abutre, dizendo bem alto que aquela imagem não viajaria na cabine porque era contra as normas de segurança. Suando de desespero, lá estava eu atrás d’Ela e dizia: “Maria, passa na frente!”.

Tu dissestes: “Continuai a esforçar-vos, sede perseverantes e tenazes. Rezai sem cessar”.

O chefe da tripulação parecia um obstáculo intransponível. Mas devido ao seu tom de voz tão alto, pois ele gritava, todas as portuguesas que viajavam no avião acabaram por ouvir e, de repente, começaram a recitar o terço em voz alta intercedendo para que Maria ficasse. Ah, mulheres portuguesas, mulheres de fibra, de garra, de fé! Admiráveis, sensíveis, percebendo que se tratava de uma guerra, tiraram sem preconceito de suas bolsas a ferramenta da vitória: o terço! Uma grande parte do avião se pôs então a rezar o terço, e eu..., de pé, diante do chefe da tripulação segurando a Mãe de Deus. Propus-lhe dar a Maria a minha poltrona. Propus-lhe, como ex-piloto de linha, viajar na cadeira da tripulação, deixando meu lugar a Ela.

Eu parecia ouvi-La dizendo, como em Medjugorje: “Não percas o teu tempo. Reza e ama. Tu nem podes imaginar o quanto Deus é forte”.

De repente chegou uma aeromoça e tentou colocar Maria dentro do armário. Ela não entrou, é claro! Uma outra disse: “Coloque a santa no banheiro!”

Fui correndo tentar essa sugestão, mas a mão de Nossa Senhora bloqueava a fechadura da porta. Coloquei meu casaco sobre a cabeça de Maria, empurrei a porta e ela se fechou.

O chefe da tripulação então me disse: “Logo que o avião levantar voo, eu quero o banheiro livre!” Eu concordei e fui sentar no meu lugar. Nesse momento o avião inteiro bateu palmas! Eram as santas portuguesas que não haviam parado de rezar.

O avião decolou e eu não parei de dar graças ao Senhor.

Apesar dos obstáculos dos homens, Ela estava no meio de nós.

Uma vez que o avião estava estabilizado, tirei Maria do banheiro e Ela viajou deitada sobre mim!

Durante a viagem, para meu espanto e encanto, as portuguesas que estavam na classe econômica, começaram a fazer fila para visitar Maria, que estava na classe executiva, e pedir uma benção. Vocês podem imaginar essa cena?

Chegando finalmente ao Brasil, no aeroporto, a Virgem Mãe foi aplaudida por todos e acariciada pelas crianças. Apesar de tantos obstáculos, um a um Ela derrubou por terra, para estar no meio de nós.

O que pode impedir uma Mãe de encontrar seus filhos?

A Sua chegada ao Brasil foi emocionante demais e a beleza dessa imagem é de uma grandeza fora do comum. Por essa razão, uma das primeiras coisas que fiz ao chegar em Campinas foi enviar um fax àquela senhora para saber a história da imagem tão bela, que fazia tanta gente chorar.

E a resposta chegou: uma riquíssima mulher, na França, queria muito adotar uma criança. Depois de procurar na África e na Ásia, conseguiu realizar seu sonho encontrando uma criança brasileira. Para exprimir sua gratidão a Nossa Senhora, ela procurou um famoso escultor italiano, o mesmo que esculpira a conhecida estátua de Nossa Senhora da Paz ou Nossa Senhora de Tihalina, pedindo a ele que fizesse essa imagem no mesmo molde da estátua de Medjugorje. A primeira imagem foi solicitada ao escultor pelo Padre Jozo, a quem Maria aparecia diariamente (O Padre Jozo forneceu todos os detalhes de como Maria lhe apareceu. Ele já faleceu).

Assim, há hoje no mundo apenas duas imagens de  Nossa Senhora da Paz: uma em Tihalina, com o Padre Jozo, e outra, pela graça de Deus, conosco, no Santuário de Nossa Senhora Desatadora dos Nós, em Campinas. A senhora pediu-me que a imagem ficasse para sempre no Brasil.

Sim, Ela ficará porque Ela mesma escolheu ficar nesta terra, para abrir um caminho de Paz no meio do Seu povo, que é o povo de Seu Filho.

Quero testemunhar a você que, desde a chegada da Rainha da Paz, temos recebido bênçãos extraordinárias: maior gosto pela oração, mais paz nas famílias que oram a Ela e, em particular, minha esposa e eu obtivemos a cura extraordinária de minha sogra que adquiriu uma infecção extremamente grave. Foi operada quatro vezes em um mês e estava completamente desenganada pelos médicos. Lançamo-nos aos pés de Maria rogando um milagre e o milagre aconteceu!

Desejo dizer a você que hoje passa por algum momento difícil, por um voo turbulento em sua vida: NÃO DESANIME!

Tudo é possível para o nosso Deus! Não olhe os obstáculos que estão à sua frente. Olhe para Jesus, olhe para Maria e abandone-os, um a um, em Suas Mãos poderosas. “Quem se abandona a Deus não tem lugar em seu coração para a angústia”.

Apegue-se a essas promessas extraordinárias de vitória que Ela lhe dá hoje! E a paz entrará no seu coração! E a Alegria virá! Você não pode experimentar a verdadeira Paz enquanto não aprender a confiar na Rainha da Paz! Lance fora as suas preocupações, porque elas o afastam de Deus e de Sua Mãe, Maria. A Rainha da Paz quer utilizar os meios por nós jamais imaginados para entrar em nossas vidas, porque Ela quer nos fazer conhecer a verdadeira Paz. Por essa razão, renove a sua esperança e diga à Mãe que tanto o ama:

“Maria, passa na frente!” Tu és a Rainha da Paz; dá-me, pois, esta Paz!

Denis Bourgerie