Seja bem-vindo - Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017 - 15:03

Quem pode igualar minha liberalidade?


Quem pode igualar minha liberdade?

Quem pode igualar minha liberalidade? Eu sou pai, irmão, esposo, casa, alimento, veste, raiz, fundamento, tudo aquilo que desejas. Você não precisa de nada? Eu serei teu servo, pois eu vim para servir e para ser servido. Eu sou ainda amigo, membro, a cabeça, o irmão, a irmã, a mãe.

Eu sou tudo. Você, seja somente meu amigo. Eu me fiz pobre por ti, mendigo por ti; eu fui crucificado por ti, enterrado por ti. No céu, eu suplico ao Pai por ti. Sobre a terra, eu vim como embaixador do Pai para ti. Você é para mim: irão, coerdeiro, amigo, membro. O que você quer mais?

Por que se afastar daquele que te ama tanto e se desgastar neste mundo? Por que extrair água de um barril furado? Penar na vida presente se difere disso? Por que chicotear golpes nas chamas? Por que dar golpes no ar e correr em vão? Cada arte tem seu objetivo e ninguém duvida disso. Diga-me então qual é o objetivo da vida no mundo? Eu te desafio! Vaidade das vaidades e mais vaidade.

Não é o lugar que salva, mas a forma como vivemos e nossa vontade. Adão se perdeu no Paraíso e Loth se salvou em Sodoma. Mas a condição necessária é a vigilância. Nós somos como o equilibrista que caminha sobre uma corda bamba. Para se salvar, basta somente se abster dos vícios e praticar o bem. Não fazer o bem é fazer o mal. De que vale arrancar os espinhos, se não semeamos os bons grãos? As boas obras, principalmente a esmola e a penitência, são a passagem para o outro mundo. E aqui está o problema do cristão e suas atitudes contraditórias. Ele fica somente abraçado a uma religião com uma bela doutrina, mas fica desprovido de obras concretas.


Referência:
São João Crisóstomo na obra de Anatole Moulard.
Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós.

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