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Boate transformada em Santuário

Localizada em Campinas (SP), a Capela Maria Porta do Céu começou, dia após dia, a ficar repleta de fiéis, porque as missas, as homilias, os cantos gregorianos, as liturgias… era tudo extremamente belo. De repente, comecei a perceber crianças, jovens e idosos nos jardins, e a comunhão era dada até na rua durante as missas, porque não havia mais lugar para acolher tantas pessoas dentro da capela. Isso me doía a alma profundamente.

 

O que fazer? Não havia meios de ampliar a capela. Eu tinha no peito um grande nó a desatar.

 

Foi quando encontrei Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Diante dEla, entreguei-me por completo em Suas mãos, meu passado, meu presente e meu futuro, particularmente aquele nó que carregava no coração. Pedi a Ela que ampliasse de alguma forma a capela, que atraía centenas de pessoas a Seu Filho, Jesus.

 

Depois desse encontro inesquecível que tive com minha Mãe, Nossa Senhora Desatadora dos Nós, voltei ao Brasil e minha vida nunca mais foi a mesma. Alguns meses se passaram, até que um dia, em Campinas, fui procurado por uma senhora que frequentava a capela. Ela me perguntou se eu estava interessado em comprar uma imensa boate, a maior da região, que fora erguida em frente à capela, aproximadamente dois anos antes. Essa senhora era a esposa do proprietário.

 

A boate era um grande nó a desatar para nós, porque todo dia, antes do início das missas, pela manhã, eu recolhia pelos jardins da capela, dezenas de garrafas de bebida, além de seringas e preservativos. O preço dessa boate era extremamente alto, principalmente porque não tínhamos dinheiro algum. Sem dinheiro, como levar adiante as negociações? Não era possível!

 

Eu disse àquela senhora que fecharíamos negócio se o marido dela nos oferecesse a boate de graça, porque não tínhamos a possibilidade de comprá-la. Ela respondeu: “Meu marido nunca aceitará doar a boate a vocês!

 

“As conversas foram concluídas e os meses se passaram… Muitos compradores tentaram, sem sucesso, adquiri-la. Na verdade, era Nossa Senhora Desatadora dos Nós quem estava cuidando das negociações. Depois de oito meses, voltamos a conversar com o dono e conseguimos comprar a boate no dia 8 de março. Recebi o recado do céu, porque o dia 8 de cada mês é dedicado à Virgem, e em 8 de dezembro se festeja o Dia de Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Compramos, sem dinheiro, em muitas prestações, um templo imenso consagrado ao prazer, mas com a certeza de que Ela não falharia conosco, porque já tinha desatado esse nó no céu e na terra.

 

Como esquecer a primeira vez em que entrei naquele lugar? Absolutamente impossível não me lembrar das gaiolas de ferro suspensas, onde mulheres dançavam a noite toda. O primeiro trabalho foi descer as gaiolas e destruí-las. Depois, dezoito caminhões de terra foram necessários para preencher a pista de dança. No primeiro andar, destruímos os camarotes de vidro preto, que escondiam as pessoas que antes alimentavam a privacidade de seus vícios. Desmanchamos um balcão gigantesco, que era o bar.

 

Desse lugar fizemos, conduzidos por Nossa Senhora Desatadora dos Nós, um Santuário magnífico, derrubando as paredes, remodelando, reconstruindo, embelezando… e continuamos fazendo isso até hoje. E a grande festa mudou de endereço. O arquiteto que construiu aquela boate, inspirado no estilo greco-romano, não sabia que de fato estava construindo a estrutura de uma igreja excepcional. Que ele seja abençoado por isso! Modificar uma boate para transformá-la em igreja não me incomodou, porque inumeráveis templos pagãos, tanto na França quanto na Itália, foram transformados em igrejas.

 

Outro milagre é que essa gigantesca boate, que se transformou em um gigantesco Santuário, começou a encher, encher, e hoje começa a ficar pequeno para tantos fiéis. São cerca de 3.500 pessoas em cada missa, de segunda a segunda. Assim, o plano de amor de Nossa Senhora Desatadora dos Nós continua a se concretizar dia a dia, porque ali visitam fiéis de todo o Brasil, mesmo dos estados mais remotos, e também peregrinos da França, do Canadá, da Suíça… Os muros do Santuário estão cobertos de ponta a ponta com faixas espontâneas de agradecimento por graças recebidas, mescladas entre as flores de primavera. Fiz isso para Ti, Mãe, depositando a argila de minha vida em tuas mãos, naquele dia em que Te descobri, porque experimentei e sei como são fortes, inabaláveis e poderosos Teu amor e Tua intercessão, e que o coração adorável do Teu Filho não te nega nada.

 

Através do sim de minha vida, nunca me neguei a Te levar pelo mundo e a testemunhar o Teu poder de desatar os nós de nossa vida. Por Ti vou à África, às Américas, à Europa, à Ásia, aonde me chamares. Minha maior aventura hoje é ir para onde me levares. Minha paixão é descobrir o tamanho da Tua paixão por mim, Teu soldado, Teu amigo, Teu filho. E a paixão que tens pelos meus irmãos.

 

Denis Bourgerie

Fundador do Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós. 

História – Boate transformada em Santuário


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