A cura através da fé no Senhor

 


A cura de um câncer através da fé no Senhor.





RELATOS DO PADRE JAMES MANJACKAL: 
Lakshmi quer dizer viúva em hindu. Ela tinha um grave câncer na garganta, que se espalhou em seus pulmões, no fígado e no estomago. E o veredicto dos médicos foi que não lhe restava mais muito tempo de vida.



Tendo tido conhecimento que
diversos milagre e curar aconteciam durante a Eucaristia, ela decidiu um dia ir
à Missa, que eu celebrava para a cura das pessoas. Eu a vi se aproximar entre
as pessoas que vinham comungar. Então, educadamente, eu a expliquei que, sendo
hindu, ela não poderia receber a santa comunhão; em cólera, ela me disse: “Eu
creio que Jesus está presente neste pão e é por isso que eu desejo comê-lo e
ser curada, assim como os católicos”.



Infelizmente a sua fé não era
suficiente para lhe dar acesso à comunhão eucarística, e ela deveria se tornar
católica, recebendo o batismo. A viúva não quis sair da filha e teve que ser
retirada a força. Um mês depois, dentre as pessoas que vinham dar seus
testemunhos, eu escutei Lakshimi dar o seu.



“Caros amigos, este irmão,
James, conhecido por seu amor e sua preocupação com as pessoas, foi
extremamente brutal e não foi nem um pouco gentil comigo, quando se recusou a
me dar o Corpo de Jesus, aqui, na santa Missa, há um mês. Ele me forçou a sair
da fila. “.



As pessoas se puseram a rir
por sua forma ingênua de contar a história. E ela continuou:



“Mas eu me defendi e fui
reclamar ao mais alto! Eu quis ter um vínculo direto com o ‘Botão Central’, que
distribui toda a energia! Eu fui até uma capela e vi uma caixa (o tabernáculo),
onde Jesus estava sentado. Então, olhando-o, eu lhe disse: ‘Jesus, na minha
vila, dizem que o Irmão James é muito gentil especialmente com os doentes, mas
comigo ele foi muito cruel. Ele se pôs em cólera contra mim e me tirou da fila
quando eu quis comer o teu Corpo para receber a bênção da cura. Eu sei que sois
Deus e não fazeis diferença entre hindus e católicos. Sois AMOR e amais todo o
mundo, então, por favor, vêm a mim e me cura. Eu sei que fizestes de James um
padre e sois Vós que fazeis os milagres de curas e bênçãos através dele e que
nada é impossível para vós. ’ “



“Então eu ouvi uma voz: “Venha
a mim, minha criança, eu vou te curar. Eu te vejo que tua FÉ é grande. ”



“Eu me aproximei da caixa, me
pus de joelhos e adorei como fazemos em nossos templos, e, de repente, eu vi
uma luz brilhante ao redor da caixa e ao redor dessa luz, um pão branco
extremamente luminoso como aquele que comiam as pessoas da fila. Ele era
radiante, mas meus olhos não estavam cegos. Ele se aproximou da minha boca, eu
abri minha boca e o engoli.



Não sei como explicar o gosto,
nunca comi nada parecido antes, tinha gosto de mel, manteiga, amêndoa, côco,
chocolate, etc...” Lembremo-nos um instante da passagem do “Livro da Sabedoria”
(16:20-21)





















“Foi com o alimento dos anjos
que alimentastes vosso povo, e foi do céu que, sem fadiga, vós lhe enviastes um
pão já preparado, contendo em si todas as delícias e adaptando-se a todos os
gostos. Esta substância que dáveis se parecia com a doçura que mostráveis a
vossos filhos. Ela se adaptava ao desejo de quem a comia, e transformava-se
naquilo que cada qual desejava."



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Uma história para nos fazer
refletir:

Esta história extraordinária
vem nos fazer refletir hoje sobre o supremo poder da Eucaristia que recebemos,
muitas vezes por hábito, nas missas, ou com indiferença talvez, porém sem
causar em nós uma revolução de amor e ser fonte de cura profunda como aconteceu
com esta mulher.



É o pão da vida oferecido pelo Príncipe
da Vida a todos aqueles que desejam e creem que ao recebê-lo, receberão Vida e
Vida em abundância.



É o sangue saído do Coração do
Cordeiro na Cruz, Salvífico e Libertador, oferecido como fonte de cura para
todas as enfermidades e trazendo vida em nós.



É a hóstia da misericórdia, Jesus, que
esta mulher foi buscar com todas as forças do seu coração. E a bondade divina
concedeu-lhe a graça. Porque não falta generosidade para aquele que Cristo
alimenta. Ao partir o pão, nossos olhos se abrem, o coração se abrasa e o
milagre acontece.



Ela O procurou e Ele se deixou
encontrar.



Ela quebrou as cadeias que a impediam
de encontrá-Lo. E nesse encontro o AMOR venceu porque a generosidade de Cristo
não vê cor, nem raça, idade, sexo, nada, exceto a fé e o amor existentes em
nossos corações.



















Por isso, como ela, levanta-te e vai
ao encontro, na Eucaristia, desse seu Deus que também quer realizar maravilhas
em sua vida porque o(a) ama com amor eterno.


Referências:

Relatos: Padre James Manjackal

Uma história para refletir: Dra. Suzel Frem Bourgerie



Apresentação do Padre James
Manjackal

Padre James Manjackal nasceu
no dia 18 de abril de 1946 em Cheruvally, Kottavam, no estado de Kerala, no sul
da Índia. Ele foi ordenado padre no dia 23 de abril de 1973 na congregação dos
missionários de São Francisco de Salles (M.S.F.S.).



Sua vocação: Sua vocação
remonta à sua juventude, quando seu pai faleceu em 1954. Um dia, indo assistir
à uma missa gregoriana, ele interrogou sua mãe: “Por que todas estas missa para
o papai?” Ela lhe explicou: “Para que ele vá para o Céu”. Na imensa dor de seu
pequeno coração de criança, ele decidiu se tornar padre para celebrar muito
mais missas e poder enviar seu pai ao paraíso.



James foi criado por uma mãe
viúva extremamente jovem, em uma vida marcada pela oração (dia e noite) e pela
santa missa diária.



Desde os cinco anos de idade
ele interroga esse precioso momento da missa: quando o padre eleva o Corpo e o
Sangue de Jesus e toda a assembleia responde alto e forte: “Meu Senhor e meu
Deus”. Dentro de sua simplicidade, sua mãe lhe explica que é o momento mais
milagroso do mundo, em que o pão e o vinho são transformados no Corpo e no
Sangue de Jesus e acrescenta que os padres são feitores de milagres, pois ao
dizerem uma só palavra, fazem descer Jesus dos Céus até o altar. Então James
decidiu se tornar um fazedor de milagres.



A partir desse momento ele
mostrou mais entusiasmo para ir à Santa Missa, observava atentamente os padres
demonstrando grande respeito. Ele esperava com impaciência o dia de sua
primeira comunhão e o dia em que se tornaria um padre.



O plano de Deus era diferente
de seu plano:
Durante seus estudos no seminário, o que o Padre James procurava
era um sacerdócio estável e confortável. Ele havia também acumulado diversos
diplomas em teologia e filosofia para aspirar ao professorado.



Depois de um curto período de
seu ministério nas missões de Visaghapatnam, ele foi intitulado professor no
seminário com tudo o que tinha direito: um quarto confortável, carro, moto,
comida boa, salário e outros benefícios.



Mas todo este conforto e esta
segurança não duraram por muito tempo. Ele ficou gravemente doente de
tuberculose, com infecções e cálculos renais, e sua saúde se tornou crítica.



No dia 8 de dezembro de 1974
ele foi milagrosamente curado pela oração poderosa e fervorosa de um jovem
homem repleto do Espírito Santo. O Padre James fez também o seu verdadeiro
encontro com o Senhor Jesus vivo, o Senhor de todos os carismas.




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