O milagre da carne e do sangue de Cristo


O milagre da carne e do sangue de Cristo.

"O que come a minha carne
e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia.
Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente
bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 – 59).

Certa vez, no século VIII, na
freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de
grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu
espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora, a hóstia
consagrada transformou-se em Carne, e o Vinho consagrado transformou-se em
Sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos
seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71, e
revelou ao mundo resultados impressionantes:

A Carne e o Sangue continuam
frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar
dos doze séculos transcorridos. O Sangue encontra-se coagulado externamente em
cinco partes; internamente ele continua líquido. Cada porção coagulada de
sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso,
não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas. São Carne e Sangue
humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas
característico de 95% dos judeus. Todas as células e glóbulos continuam vivos.
A Carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e este órgão sempre
foi símbolo de amor!).

Mesmo com esse milagre, entre
os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de
Cristo na Eucaristia. Alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um
memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que
a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana,
cujas visões solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo
Sacramento. Em outubro de 1264, o Papa Urbano IV estendeu a solenidade para
toda a Igreja. Nessa celebração religiosa, o maior dos sacramentos deixados à
Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.

A Eucaristia é o memorial
sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo por nós.
Mesmo separando Seu Corpo e Seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada
uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento
que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, unindo-nos a Cristo e,
por Ele, ao Pai no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina,
aqui na Terra, mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos
for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.











O centro da Celebração
Eucarística será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio
de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue
de Jesus, como Ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos
da Redenção!


Referência:
Texto: Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós.


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