As consequências apavorantes do aborto.


Conheça as consequências apavorantes do aborto!

Neste artigo, o Padre
Christian de La Vierge, franciscano, nos transmite o fruto de sua longa
experiência pastoral junto de pessoas machucadas espiritualmente que causaram o
aborto. Ele demonstra que legislativos, médicos, psicólogos, jornalistas e
todos aqueles que defendem o direito ao aborto, ignoram os efeitos desastrosos
em todos os pontos de vista, principalmente psicológicos, que o aborto causa. A
questão do aborto permanece aberta. Somente os espíritos retos e os ruins podem
entender isso.

1 - As duas vítimas do aborto:
Todo aborto faz sempre duas vítimas: o filho e sua mãe. Isso quer dizer que há
duas pessoas abortadas: A criança, que é privada de sua vida, por meio de
terríveis dores morais e físicas. Sua mãe, abortada em seus poderes femininos e
maternais e suas funções psicológicas em todos os níveis de sua personalidade –
biológico, afetivo, moral, espiritual.

Pela natureza, a mulher é
afetiva e maternal, ela gera o amor, ela engendra a vida, qualquer que seja o
domínio desta maternidade corporal, familiar, social, espiritual ou
simplesmente amical. Ela vive no dom, o serviço (no sentido nobre do termo).
Suas funções biológicas e psíquicas a orientam naturalmente em direção ao
outro, aos outros (em toda a sua nobreza), rumo ao sacrifício. Ou, mesmo se ela
não se der conta, o aborto vai apaga-la profundamente em sua dignidade pessoal
e sua vocação fundamental, assim como eu seu equilíbrio psicológico.

O que se passa, de fato, no
aborto natural e no provocado? A mulher sai do berço para o túmulo. No lugar de
engendrar a vida, ela engendra a morte, um morto. Ao mesmo tempo, a morte é
engendrada nela e permanece nela. Vamos entender: logos após a concepção, um
longo e delicado processo se desenvolve no corpo da mulher, para levar
naturalmente a um nascimento. Quando acontece uma violência exterior,
imprevista, isso vai brutalmente parar o processo biológico natural, arrancando
a força o que estava se concretizando. O que vai fazer a natureza então? Ela
vai continuar seu trabalho inacabado, mas dentro da mulher e sobre uma outra
forma, provocando um mal-estar e problemas profundos, gerando uma imensa
tristeza.

Em alguns casos raros, a
lembrança pode se esvair na cabeça da mulher. Mas quase sempre ela permanece,
causando feridas incuráveis que nenhum médico ou terapeuta podem resolver.
Somente o Salvador pode transformar esta chaga sempre viva em fonte de vida e
alegria. Mas é sempre bom de nos lembrarmo-nos disso: “Deus perdoa tudo e
sempre, o homem algumas vezes, mas a natureza nunca! ”

É fato que a mulher que comete
o aborto permanece marcada por este ato de morte. Mesmo depois de anos do
ocorrido, muitas ainda permanecem revoltadas e agressivas contra seus maridos,
os homens, seus familiares, contra elas mesmas e contra Deus.

É uma verdadeira pulsão de
morte ou de destruição, geradora de uma imensa tristeza, pavores, angústias,
faltas. Como se a angústia real, vivida dramaticamente pela criança abortada,
vivessem agora no coração de sua mãe.

2 -  Os Caminhos da cura: Causa irreparável? Sim e
não! Sim, esta pequena criatura, que pedia somente para viver, ser amada e
encher seus pais de alegria, ela não existe mais. Resta somente para sua mãe
uma lembrança longínqua. Poderia ter uma criança do futuro, abrindo um lindo
caminho de felicidade para seus pais, sem contar o remorso de seus pais de
terem causado uma morte súbita e violenta a um ser inofensivo.

Não, para os pais cristãos,
este é um tipo de morte que nenhum médico pode ajudar a resolver, nem o
terapeuta. Apenas Jesus pode perdoar e cursar aqueles que se arrependem com
sinceridade de seus atos. Pouco a pouco, depois de um longo período de
purificação, Jesus traz a verdadeira paz, que é um dom de Deus. Ele abre uma
nova porta entre a criança e sua mãe trazendo uma alegria profunda e
consoladora.

As etapas da cura; o arrependimento e o perdão: Basta que a mãe aceite de e confrontar com ela mesma
e de reconhecer sua culpa neste drama a fim de pedir perdão ao Deus das
Misericórdias e à sua criança.

Duplo caminho doloroso, mas
purificador e profundamente apaziguante, que se for bem vivido, vai libertar
sua consciência desse passado pesado, ainda mais se houve mais que um aborto.
Deste modo, o perdão Sacramental vai abrir plenamente o caminho da reconciliação
entre a mãe e seu filho, com todos os frutos da paz e da alegria amarrados ao
sacramento, onde o Cristo Ele-mesmo toca as almas pela intermediação do padre.

A imposição do nome: Por Deus,
todo ser humano é único, carrega um nome e é reconhecido e amado por Ele. A
criança recebe, desde sua concepção, uma alma imortal e um corpo chamado a se
desenvolver, que a criança abortada encontrará de modo perfeito na Ressurreição
geral no fim dos tempos. Na Bíblia, o nome exprime toda a pessoa.

É importante que os pais
reconheçam seus filhos como uma pessoa e lhes deem um nome. Eu sempre convido a
mãe e se possível o pai, a dar um nome a seu filho se isso ainda não foi feito.
Isso vai permitir aos pais de melhor realizar o emprego do ato da morte e de
exprimir mais facilmente seus arrependimentos e seus pedidos de perdão à Deus e
ao bebê. À criança, isso vai permitir com que ela saia do anonimato e vai dar a
ela um lugar real e concreto na vida de seus pais.

Mas qual nome dar? Na minha
opinião, isso não tem importância. O importante é criar um vínculo que ligue a
mãe à criança, gerando um enorme carinho entre eles.

A adoção da criança: Essa
imposição do nome corresponde à uma verdadeira adoção. E este termo que eu
emprego muitas vezes surpreende as pessoas. E o que se passa na adoção legal?

Uma criança vinda de fora é
integrada no seio familiar. No caso que estamos abordando, o vazio psicológico
no coração dos pais, causado pelo aborto, vai ser preenchido por um ser amado,
estabelecendo uma relação. A criança não é mais uma lembrança, é alguém, um ser
vivo que podemos chamar e rezar por ele.

Esta imposição do nome, tem em
efeito uma outra vantagem. Até aí, a criança inocente, está cheia do amor do
Pai Celeste e da Mãe de todos os homens. Estando nas mãos de Deus e entrando no
perdão divino, a alma deste pequeno ser perdoa sempre e não tem nada contra
seus pais terrestres, que a rejeitaram tanto. E quando seus pais lhe dão um
nome, um verdadeiro vínculo afetivo se cria entre eles.

Devemos guardar o segredo
sobre o aborto? Se a mãe que realizou o aborto não estiver reconciliado com
Deus, ela deve se abrir somente com seu confessor e com seu companheiro. Nossa
Senhor indicar claramente o caminho da conversão quando ele diz: “Haverá mais
alegria no céu para um só pecador que se arrepende do que por 99 justos que não
precisam de perdão. ” (Luc 15,7) ou “A verdade vos tornará livres”. (Jo 8,32).

O pecado do aborto deve ser
confessado: Uma vez curada, a mãe vive a maternidade espiritual sob uma outra
ordem. Com os conselhos de um padre ou de um terapeuta cristão, ela pode
assumir plenamente seus erros do passado e contar o pseudo segredo que
envenenava a vida familiar como um abcesso. Cabe à mãe então de escolher um
momento oportuno para contar a verdade e os motivos que a levaram a cometer tal
ato. Estas confidencias devem ser feitas em um clima de carinho e de confiança.

Cura dos sobreviventes do
aborto na fraternidade: Todos os irmãos e irmãs que fez um aborto antes ou
depois de seu nascimento, também são vítimas e sofrem as sequelas terríveis,
como uma angústia e um mal de viver difíceis de explicar. Para serem curados de
modo profundo, os irmãos e irmãs devem se abrir de todo o coração a um padre ou
a um psicólogo cristão que tem o habito de ouvir este tipo de confidencia.

A matriz (o útero) guarda a
memória do drama:
Na antropologia, sabemos muito bem que, desde que há uma
célula humana viva, há uma consciência humana latente, uma pré-consciência. No
seio de uma mãe que abortou, se dá a impressão de que algo terrível aconteceu.
Como se trata de mal profundo e definitivo, o inconsciente também fala e desse
modo a matriz materna que abrigava um ser tão puro, pequeno e pleno, guarda
grandes sequelas que somente Deus poderá curar.

Orações, missas e peregrinações:
Para voltar a criar um vínculo entre a mãe e o filho abortado, é necessário uma
missa especial, e depois a cada ano, uma missa de aniversário. Depois, uma
ave-maria sempre que possível, como uma flor oferecida diariamente à criança.
Deve-se muito mais do que isso ao pobre ser que foi privado de sua vida
terrestre. Outro ponto fundamental, é que mãe vá a um local de peregrinação
marial, como Lourdes, Cotignac dans le Var, Notre Dame de Montigeon ou
Aparecida do Norte. Esta peregrinação, juntamente com a confissão e a comunhão
podem levar à um grande alívio das pessoas que sofrem as dores do aborto, pois
Nossa Senhora sabe escutar, consolar e fortificar quem a procura. Não é por
menos que Nossa Senhora de Guadalupe disse ao índio Juan Diego no México em
1531: “Não temais nenhuma doença ou angústia. Eu estou aqui, eu que sou tua
mãe. Você não está sempre sob minha sombra e proteção? Não sou eu a fonte da
alegria? Você não está sob o abrigo de meu manto, debaixo de meus braços? Não
fique aflito por nada! ’.













































Os pais que não são
cristãos:
Mesmo aqueles que não tiveram a chance de receber o dom da fé cristã,
devem procurar o sentido da cura da dor do aborto em Deus. Somente em Deus irão
achar o respeito do homem em sua unidade de corpo e de alma em toda a sua
dignidade, desde sua concepção até sua morte.


Referência:
Artigo - Padre Christian de La Vierge, O. F. M..
Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós.


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