Diz Jesus: O valor do casamento.


Diz Jesus: O valor do casamento.

Diz Jesus: Tu gostarias de
entrar em nossa religião? Um dos preceitos Divinos dela é que a mulher é carne
da carne do esposo, e que nenhuma coisa ou pessoa pode separar, o que Deus fez
uma só carne. Entre nós também temos o divórcio. Mas ele veio como um fruto mau
da luxúria humana, do pecado original, da corrupção dos homens. Mas não veio da
vontade de Deus. Deus não muda sua palavra. E Deus havia dito, ao soprar sobre
Adão, que ainda era inocente, e, por isso falava com uma inteligência ainda não
ofuscada pela culpa, estas palavras: "Que os esposos, tendo-se unido,
deviam ser uma só carne". Ora, a carne não se separa da carne, a não ser
por algum acidente mortal, ou por doença. O divórcio mosaico, concedido para
evitar pecados atrozes, não concede a mulher mais do que uma liberdade bem
escassa. A divorciada assim fica, como quando passa a segunda núpcias. Portanto
no juízo de Deus ela é uma infeliz, se tornasse divorciada pela aversão que lhe
tem o marido, e assim fica divorciada. Mas não passa de uma pecadora, uma
adúltera, se assim fica por suas próprias culpas, e se casa de novo. Mas tu,
querendo entrar em nossa religião, o fazes para me acompanhar. E, então, Eu, o
Verbo de Deus, quando chegar o tempo da verdadeira religião, te digo o que
sempre digo a muitos. Não é permitido ao homem separar o que Deus uniu, e é
sempre adúltero aquele que, tendo seu consorte vivo, passar a outras núpcias.

O divórcio é uma prostituição
legal, para pôr o homem e a mulher em condição de cometer pecados de luxúria.
Dificilmente fica viúva de um vivo, e viúva fiel. O homem divorciado não foi
nunca fiel ao primeiro casamento. Tanto um como a outra, passando a outras
uniões, descem ao nível de homens para o dos animais, aos quais é permitido
mudar de fêmea a qualquer desejo da sensualidade. A fornicação legal, perigosa
para a família e para a Pátria é delituosa para com os inocentes. Os filhos dos
divorciados devem julgar seus progenitores. É um severo juízo, o dos filhos. Os
filhos se tornam, pelo egoísmo de seus progenitores, condenados a uma vida
ativa mutilada. Porque se, depois das consequências familiares do divórcio, que
priva do pai ou da mãe os filhos inocentes, se une em novo matrimônio o
cônjuge, que ficou com os filhos, vai ficar condenado a uma vida afetiva
mutilada em um membro, a uma perda mais ou menos total do afeto do outro membro
separado, ou totalmente dominado pelo novo amor e pelos filhos do novo
casamento.

Falar de núpcias, de casamento
em caso de nova união a um divorciado ou de uma divorciada é profanar o
significado e a essência do que é o casamento. Somente a morte de um dos
cônjuges e a viúves consecutiva do outro pode justificar as segundas núpcias.
Por mais que Eu julgue que seria melhor inclinar a cabeça ao veredicto sempre
justo de quem os destinos dos homens, e fechar-se na castidade, quando a morte
pôs um fim ao estado matrimonial, dedicando-se toda aos filhos, e amando o
cônjuge, que passou desta para a outra vida nos filhos que ele lhe deixou. Este
é um amor despojado de todo materialismo, amor Santo e Verdadeiro. Pobres
filhos! Conhecer depois da morte ou o desmoronamento do lar, ou a dureza de um
segundo pai ou de uma segunda mãe, a angústia de ver as carícias divididas com
outros filhos, que não são irmãos.

Não, na minha religião não
haverá divórcio. O adultério, o pecador será aquele que quiser o divórcio civil
para contrair uma nova união. A lei humana não mudará o meu decreto. O
casamento em minha religião não será mais um contrato civil, uma promessa
moral, feita e sancionada na presença de testemunhas para isso chamadas. Mas
será um indissolúvel ligame, reforçado, solidificado e Santificado pelo poder
Santificante que a ele Eu darei, fazendo dele um Sacramento. Para fazer-te
compreender melhor, será um rito sagrado. Será um poder que servirá de ajuda
para praticar santamente todos os deveres matrimoniais, mas que será também uma
sentença da indissolubilidade do vínculo. Até agora o matrimônio foi um mútuo
contrato natural e moral entre duas pessoas de sexo diferente. Quando chegar a
minha lei, ele se estenderá também a alma dos cônjuges. Tornar-se-á por isso
também um contrato espiritual sancionado por Deus, através de seus ministros.
Agora tu sabes que nada é superior a Deus. Por isso o que Ele tiver unido
nenhuma autoridade ou capricho humano poderá desunir.









E aquilo de dizer: “ Onde tu
estiveres Caio, eu Caia estarei”, conforme o vosso rito, se perpetua, para além
do nosso, no meu rito, porque a morte não é o fim, mas uma separação temporária
do esposo da esposa, e o dever de amar continua, mesmo depois da morte.


Referência:
Texto: Les Cahiers de 1944, Maria Valtorta (pág. 253 a 255).
Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós.


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